terça-feira, 17 de junho de 2014

Determinações Bíblicas Para as Ofertas Alçadas (Parte 4)




A contribuição sistemática, periódica e proporcional não é a única encontrada nas Escrituras, nem como registro histórico, nem como determinação.
Além do dízimo, Deus registrou as “ofertas alçadas”, ou seja, contribuições que vão além dos dízimos, como expressão de gratidão ou por causa de uma necessidade de auxílio social.
Vamos continuar observando as ofertas no Novo Testamento. (Continuação)

Uma oferta aos Crentes de Jerusalém
Há uma situação de necessidade: os crentes de Jerusalém passaram a ser intensamente perseguidos e começaram a passar dificuldades financeiras. Muitos foram expulsos de suas casas, outros perderam suas ocupações, não podiam exercer suas profissões. Paulo registra que coletas foram feitas em favor das necessidades destes crentes pelas igrejas da Grécia (Acáia) e Macedônia.

“Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos. Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Isto lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais. Assim que, concluído isto, e havendo-lhes consignado este fruto, de lá, passando por vós, irei à Espanha.” 

Em II Coríntios 8 e 9 ele menciona essas coletas e fornece vários princípios relativos às contribuições, que vamos observar abaixo:

1. Proporcionalidade e voluntariedade não são incompatíveis entre si – II Cor. 8.3 diz: “…na medida de suas posses”. Mais uma vez a questão da proporcionalidade no dar. Teríamos, possivelmente, uma inferência aos dízimos. Mas o versículo continua e registra: “e mesmo acima delas se mostraram voluntários”. Não resta dúvida de que fala de contribuições voluntárias, destinadas a suprir uma necessidade. Contribuindo, dessa forma eles foram além dos dízimos, além da contribuição sistemática.
Os versos 12 e 13 reforçam a questão da proporcionalidade e da justiça nas contribuições:
Porque, se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem, e não segundo o que não tem. Mas, não digo isto para que os outros tenham alívio, e vós opressão, mas para igualdade; neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta dos outros, para que também a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade;...”  


Deus não quer o que o homem dê o que não tem. O seu propósito não é o de dar sobrecarga, mas o de proporcionar a igualdade.

2. O privilégio de contribuir – II Coríntios 8:4:Pedindo-nos com muitos rogos que aceitássemos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos.Lemos que os crentes dessas regiões “pediram com muitos rogos” a graça de participarem da assistência que se apresentava! Que diferença aos dias de hoje! Hoje os solicitantes e não os crentes é que emitem “muitos rogos” compelindo os contribuintes a darem tudo de qualquer forma, sob qualquer pretexto. Que bênção seria se tivéssemos os diáconos e obreiros das igrejas sendo abordados “com muitos rogos” por crentes ansiando a participação no privilégio de contribuir com suas ofertas às necessidades da igreja!
Isso mostra que este privilégio é desejável - 2 Co 8.7: Portanto, assim como em tudo abundais em fé, e em palavra, e em ciência, e em toda a diligência, e em vosso amor para conosco, assim também abundeis nesta graça.Paulo suplica para que eles continuem “abundando nesta graça”, ou seja, a prática da contribuição voluntária é algo desejável, é uma graça da parte de Deus aos seus servos. O desprendimento das coisas materiais e a colocação delas ao serviço do Mestre são um alvo a ser alcançado pelo servo fiel.

Pense nisso!

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