terça-feira, 19 de novembro de 2013

VIDA FINANCEIRA ABENÇOADA (2ª parte)

Em relação à família


a)       Cuide de sua família

1 Timóteo 5.8: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente.” Nunca esqueça o que seus pais fizeram por ti e se não fizeram o que você esperava seja grato assim mesmo, honre a vida deles.

Efésios 6:1-3: “Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a face da Terra.” 


b)      Guarde para seus filhos

2 Coríntios 12.14: “Eis que pela terceira vez, estou pronto a ir ter convosco e não vos serei pesado, pois não vou atrás de vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos”.
Provérbios 13.22a: “O homem de bem deixa herança aos filhos de seus filhos”.
(Continua na próxima postagem)


Pense nisso!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

VIDA FINANCEIRA ABENÇOADA

Existem 1.565 versículos na Bíblia falando sobre dinheiro. Dos 107 versículos do “Sermão do Monte”, 28 se referem a dinheiro. Jesus se referiu ao dinheiro (ou riqueza) em 13 de suas 41 parábolas. Isso mostra como a Bíblia trata desse assunto com expressividade.

O Senhorio de Deus é sobre todas as coisas, inclusive as riquezas. O profeta Ageu escreveu o que o Senhor dos Exércitos disse:

“minha é a prata e meu é o ouro.” (Ageu 2.8)

Desde os tempos de Moisés havia a compreensão de que de Deus é que vem tanto o dinheiro quanto o meio para adquiri-lo.

“...é Ele que te dá força para adquirires riquezas…” (Deuteronômio 8.18).

 Para ter uma vida financeira abençoada você precisa conhecer e praticar os Princípios Bíblicos sobre Dinheiro em relação a você mesmo, à sua família, aos outros e a Deus.

 1.                    EM RELAÇÃO A VOCÊ MESMO...


a)                 Viva do seu trabalho

Efésios 4.28: “Aquele que furtava, não furtes mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir o necessitado.”

Salmo 128.2: “Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás e tudo te irá bem.”

I Tessalonicenses 4.10-12: “Contudo, vos exortamos, irmãos, a progredirdes cada vez mais e a diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos, de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar.”

 

b)      Planeje seus gastos - Planejar vem antes de gastar!

Lucas 14.28 diz: “Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?”

 

c)        Invista no que é necessário

Isaías 55.2: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares.”

 

d)      Contente-se com o que tem

I Timóteo 6.6-8: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com o que vestir, estejamos contentes.”

 

e)        Não tenha apego ao dinheiro


 I Timóteo 6.9-10: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, e alguns nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”.

Eclesiastes 5.10:“Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade.”

f)       Não seja servo do dinheiro – Ou você o domina ou ele dominará você. Sirva somente a Deus e faça do dinheiro seu servo.
Mateus 6.24: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de se aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza”.
(Continua na próxima postagem)

Pense nisso!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Sete Princípios de Finanças

Uma das mais notáveis diferenças entre o crente e o mundo no qual ele vive é esta: a maneira incomum como ele lida com o dinheiro e os bens materiais. No entanto, até crentes sérios resistem aos aspectos aparentemente extremistas no ensino e estilo de vida de Cristo e dos líderes da igreja do Novo Testamento. Podemos imitar este estilo de vida do Novo Testamento em nossos dias?

Este esboço oferece ao crente zeloso alguns princípios-chaves que o preparam para um comportamento financeiro sobrenatural, diferente do comportamento do mundo. Separe algum tempo para ler os textos bíblicos sozinho ou, se casado, com seu cônjuge. Medite sobre a atitude de obediência a ser praticada em cada área mencionada. Em seguida, descreva o que você aprendeu. Só há uma coisa a fazer, depois desta meditação... obedecer!

1.     O princípio do NÃO APEGAR-SE - Não comprarei nem receberei nada do que eu não possa abrir mão.
“Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.” Lucas 12.15
Leia também: Lucas 12.32-34; Lucas 16.13-25;
1 João 2.15-17
O que devo fazer para obedecer a estes versículos?

2.   O princípio da LIBERDADE - Não deverei nada a ninguém, exceto o amor.
“A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.” Romanos 13.8
"O rico domina sobre os pobres e o que toma emprestado é servo do que empresta." Provérbios 22.7
O que devo fazer para obedecer a estes versículos?

3.        O princípio da LIBERALIDADE - Procurarei, constantemente, oferecer bens para a glória de Deus.
“Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus” 2 Coríntios 8.3-5
Leia também: 2 Coríntios 9.7; Lucas 6.38.
O que devo fazer para obedecer a estes versículos?

4.        O princípio da RECORDAÇÃO - Manterei registros exatos da maneira como Deus lida comigo no aspecto financeiro, a fim de mostrar aos outros que Deus responde a oração e supre as necessidades de seu povo.
“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5.16
Leia também: Provérbios 27.23-27
O que devo fazer para obedecer a estes versículos?

5.        O princípio da SEGURANÇA - Economizarei e investirei somente se Deus me guiar a fazê-lo, reconhecendo que abrirei mão de tudo ante à sua mais tênue orientação.
“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam.” Mateus 6.19, 20.
Leia também: Provérbios 28.8; 1 Timóteo 6.9-11
O que devo fazer para obedecer a estes versículos?

6.        O princípio da COMPAIXÃO - Não orarei em favor das necessidades financeiras de um irmão, se eu não estiver disposto a ser o instrumento que Deus usará para satisfazer tal necessidade, se Ele o quiser.
“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.” 1 João 3.16-18
Leia também: Tiago 2.15-17; Lucas 6.30, 38; 2 Coríntios 9.6-15; Provérbios 28.27.
O que devo fazer para obedecer a estes versículos?

7.         O princípio do CONTENTAMENTO - Ficarei contente com tudo o que Deus se agradar em prover-me, quer seja muito, quer seja pouco.
“Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso Naquele que me fortalece.” Filipenses 4.11-13
Leia também: Provérbios 30.7-9; Mateus 6.24-34; 1 Timóteo 6.8
O que devo fazer para obedecer a estes versículos?

Desafio você que leu até aqui a ler também os versículos propostos. E se o fizer, comente pra que eu possa saber quantos o fizeram.
Muito grata.

Deus o abençoe ricamente!

sábado, 9 de novembro de 2013

O que realmente importa para você?

Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo. Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras. Porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo a todos para se servirem.
Quando todos os estudantes estavam de xícara em punho, o professor disse:
_ “Se vocês repararem pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse. Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo. O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... e então ficaram de olho nas xícaras uns dos outros. Agora pensem nisso: A Vida é o café, e os empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a vida. E o tipo de xícara que temos não define, nem altera, a qualidade de vida que vivemos.

“Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café que Deus nos deu”.

  (Autor Desconhecido)


Pense nisso...

terça-feira, 5 de novembro de 2013

No deserto da crise precisamos conjugar trabalho e liturgia (Gn. 26.24-25)

A prosperidade é resultado da diligên­cia e da devoção. Não basta ser rico, é preciso ser próspero. Há muitas pessoas ricas profun­damente infelizes. Há muitas pessoas que não possuem dinheiro, são possuídas por ele. Há muitas pessoas cujo dinheiro não é um servo, mas o dono de suas vidas.
A riqueza sem Deus é um poço de per­dição. A riqueza sem Deus é um laço do in­ferno. Não há nada mais perigoso do que o homem pensar que é autossuficiente. Jesus chamou de louco o homem que ajuntou mui­tos bens e pensou alimentar a sua alma por longos anos com coisas materiais.
Jesus contou a parábola do homem rico e Lázaro, mostrando com cores vivas a medonha realidade daqueles que vivem nababescamente neste mundo, bebendo todas as taças dos prazeres, banqueteando-se em festivais repletos de ostentação, sem re­fletir sobre o destino da sua alma e sem abrir o coração para assistir o necessitado à sua porta. O rico morreu e foi sepultado.
A morte chega para todos. [...] É o sinal de igualdade na equação da vida.
O maior drama do homem rico, con­tudo, não foi a sua morte, mas a sua conde­nação eterna. Ele foi para o inferno. Lá teve de ficar em tormento incessante, separado para sempre de qualquer possibilidade de alívio, enquanto Lázaro, o homem pobre tomado por cha­gas que jazia à sua porta, morreu e foi levado pelos anjos para o Seio de Abraão, para o paraíso, onde não há dor, nem sofrimento, nem lágrimas.
Feliz é o homem que reconhece que toda a boa dádiva vem das mãos de Deus. É Deus quem nos faz prosperar. A bênção do Senhor enriquece e nela não há desgosto. Quando buscamos a Deus em primeiro lugar, ele trabalha em nosso favor, ele faz hora ex­tra por nós e para nós. [...] Bem-aventurado é aquele que anseia por Deus mais do que por riqueza, poder ou força. Feliz é aquele que leva Deus para o seu trabalho e traz o seu trabalho para Deus. Feliz é aquele que levan­ta altares para Deus no seu trabalho [...].
No deserto devemos ca­var poços e levantar altares ao Senhor. Preci­samos trafegar da igreja para o nosso traba­lho com a mesma devoção. Toda a nossa vida está envolta pelo sagrado. Nosso labor é san­to. Nosso trabalho é santo. Nossa segunda-feira precisa ser tão cúltica quanto o culto de domingo. Se no seu escritório, no seu balcão, no seu comércio, na sua indústria, no seu cam­po, você não levanta altares a Deus, seu cul­to na igreja será vazio.
Não é correta a teologia que dicotomiza a vida em sagrado e profano. Muitas pesso­as pensam que o trabalho é coisa secular, enquanto o culto na igreja é sagrado. Há pessoas que vivem essa dualidade. No tra­balho agem de um jeito, e na igreja, de ou­tro. No trabalho vale tudo, pois ali é um cam­po onde Deus não entra. Na igreja, contu­do, essas pessoas são legalistas e aparente­mente piedosas. Essa visão da vida é falsa. Antes de Deus aceitar o nosso culto, ele pre­cisa aceitar a nossa vida. A oferta de Caim foi rejeitada porque a vida de Caim foi rejei­tada. Toda a nos­sa vida deve ser uma liturgia de adoração a Deus. Jesus condenou a atitude dos fariseus que eram muito espirituais no templo, mas no dia-a-dia roubavam das viúvas, despre­zavam os pais e se julgavam melhores do que as outras pessoas.

Isaque nos ensina o princípio de que tudo na vida é sagrado. Cavar poços deve ser um ato litúrgico. Tudo o que fazemos deve ser para a glória de Deus. Tudo o que fizermos, seja em palavra ou em ação, deve­mos fazer em nome de Jesus, dando graças ao Deus Pai. Devemos trafegar da nossa casa para o trabalho e do trabalho para a igreja com a mesma devoção. Todo o trabalho dig­no e honesto é uma liturgia de adoração ao Senhor. Precisamos, à semelhança de Isaque, erguer altares ao Senhor enquanto caminha­mos, enquanto trabalhamos, enquanto estu­damos, enquanto vivemos. Tudo o que so­mos e temos vem de Deus, e por tudo deve­mos dar a ele a glória devida ao seu nome.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

No deserto da crise precisamos reabrir as antigas fontes

No deserto da crise precisamos reabrir as antigas fontes, sem deixar de cavar novos poços (Gn. 26.18-22,25,32)

Isaque tem um problema vital no Vale de Gerar - Não há água. Sem água, não há vida. Você pode ter o melhor solo, a melhor se mente e os melhores fertilizantes, mas sem água a semente morrerá mirrada no útero da terra. Sem água, a morte prevalece.
O problema de Isaque não podia ser adiado. Não era algo secundário. Não era um problema periférico. Requeria uma solu­ção urgente. De forma semelhante, a nossa necessidade espiritual hoje não é um assun­to secundário. A água é um símbolo do Espírito Santo. Sem o Espírito de Deus, você pode ter nome de crente, aparência de crente, mas você está morto. A não ser que nas­ça da água e do Espírito, você não pode entrar no Reino de Deus. Sem as torrentes do Espírito, sua vida torna-se árida como os cactos do deserto. Sem o orvalho do céu, sua vida murcha e seca.
Isaque aprende com a experiência dos mais velhos. Ele não chama os especialistas para cavar poços, mas aproveita a experiência do seu pai. Abraão já havia cavado aqueles poços e encontrado água. Precisamos rea­brir as fontes de vida que abasteceram nos­sos pais. Precisamos redescobrir as fontes de vida que nossos pais beberam e que fo­ram entulhadas pela corrupção dos tempos. Os filisteus modernos têm jogado muito en­tulho nas fontes que abastecem nossa vida. Precisamos cavar esses poços outra vez. Lá existe água boa. Lá existem mananciais.
Precisamos voltar às antigas veredas, à prática das primeiras obras. Precisamos voltar ao nosso primeiro amor, reunir a família em torno da Palavra, voltar a orar juntos, fazer o culto doméstico. Precisamos voltar a orar por avivamento, reaprender a jejuar. Precisa­mos matricular-nos na escola do quebrantamento, romper com o pecado e buscar uma vida de santidade. Precisamos ape­gar-nos com mais fervor às verdades eternas da Palavra de Deus. Não estamos precisando de novidades, de correr atrás de cisternas ro­tas. Precisamos do Antigo Evangelho.
Hoje, na ânsia de buscar algo novo, muitas pessoas jogam fora toda a herança que receberam de seus pais. Muitas aban­donaram as antigas veredas e embrenharam se por caminhos desconhecidos. Muitas igre­jas, na busca do novo, removeram os marcos antigos.
O profeta Jeremias denunciou aque­les que abandonaram o Senhor, o manan­cial de águas vivas, e cavaram para si cis­ternas rotas que não retêm as águas. De forma semelhante, muitas igrejas hoje estão buscando avivamento sem doutrina, reves­timento de poder sem as balizas da ver­dade revelada de Deus. Por isso, temos visto muito movimento, mas pouco resultado; muito choro, mas pouco quebrantamento; muito trovão, mas pouca chuva; muitas fo­lhas, mas pouco fruto; muita aparência, mas pouca realidade. O movimento tem-se trans­formado em monumento. A unção está se tornando inanição. A comunhão está viran­do socialização. E a adoração está virando encenação.
Isaque não se contentou apenas com as experiências do passado; ele queria mais (Gn. 26.19-22,32) - Ele era um homem sedento. Queria sempre mais. Ele saiu da terra dos filisteus, foi para o vale de Gerar, depois para Reobote, depois para Berseba. Mas, por aonde ia, cava­va poços. Ele não desanimava diante das di­ficuldades. Queria água no deserto. Berseba, antes um deserto, agora era uma cidade, por­que Isaque encontrou água ali. Isaque não apenas desentupiu os poços antigos; ele ca­vou poços novos. Não desprezou o passado, mas também não ficou preso a ele. Isaque não jogou fora a herança deixada por seu pai, mas não se limitou a ela. Isaque sabia que podia alargar os horizontes da sua vida. Não se acomodou e continuou cavando po­ços. Foi além. Ele queria mais. Transformou o seu deserto em fonte de águas.
Precisamos aspirar mais do que os nos­sos pais aspiraram. As torrentes de ontem de­vem ser as medidas mínimas para a busca do hoje. Precisamos avançar mais do que os nos­sos pais avançaram. Os recursos de Deus são inesgotáveis. Não podemos deixar que as ex­periências do passado sejam o limite máximo das nossas buscas hoje. Não podemos jogar o passado fora, nem idolatrá-lo. A história é dinâmica. Devemos viver no presente com os olhos no futuro.

O exemplo de Isaque deve ser uma ins­piração para nós. Não podemos desprezar o rico legado que recebemos de nossos pais na fé. Eles cavaram poços antes de nós e encontraram água limpa. Esses poços foram muitas vezes soterrados com o entulho dos filisteus. Precisamos desentupir esses poços. Precisamos reabrir as antigas fontes, porque delas pode jorrar água em abundância.
Nossos pais experimentaram o tremen­do milagre de ver o deserto seco transformar-se em mananciais. Eles cavaram poços e beberam de suas águas. Oraram e receberam avivamento. Buscaram o Senhor e encontra­ram mananciais de águas vivas. Eles viram Deus transformar o deserto árido em poma­res frutíferos.

Nossa geração precisa ter a ousadia de Isaque. Precisamos buscar não apenas as maravilhas que os nossos pais experimenta­ram, mas ir além. Não há limitação no nosso Deus. Ele pode fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, con­forme o seu poder que opera em nós. Pode­mos hoje experimentar as torrentes do céu. Podemos ser visitados por um poderoso avi­vamento. Podemos sacudir o jugo da sequidão espiritual. Os mananciais de Deus são ines­gotáveis. As fontes de Deus jamais deixam de jorrar. O azeite de Deus jamais deixa de es­correr enquanto há vasilhas vazias disponí­veis. É tempo de buscar as riquezas insondáveis do Evangelho de Cristo. É tempo de ver também o nosso deserto florescer!

Pense nisso...